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Empresa restabelece equilibrio financeiro
Retornar ao Serviço de Imprensa 06/03/2008
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Press-release da Assessoria de Comunicação Social

CODESP FECHA 2007 COM R$ 84,5 MILHÕES DE LUCRO
06/03/2008
Empresa restabelece equilibrio financeiro

 
 

A CODESP encerrou o exercício de 2007 com lucro líquido de R$ 84,5 milhões, revertendo o prejuízo verificado em 2006 de R$ 120,8 milhões, consolidando o equilíbrio financeiro da empresa que honrou rigorosamente dentro dos vencimentos seus compromissos junto a pessoal, fornecedores, prestadores de serviços, impostos, taxas, contribuições e contas de qualquer natureza a pagar.

Em decorrência desse cenário, a Companhia obteve todos certificados e certidões de regularidade discal junto à Secretaria da Receita Federal, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, INSS, FGTS e outros, além de ter possibilitado a amortização de parte do passivo existente.

O desempenho do ano foi positivo principalmente em função da redução de provisões e do aumento da receita operacional.

As provisões para contingências (valores previstos para futuros desembolsados em função de expectativas de perda em processos judiciais) que em 2006 atingiram R$ 182 milhões, em 2007 foram de R$ 34 milhões , representando apenas nesse item um incremento de R$ 148 milhões no resultado final.

Quanto à receita operacional líquida, procedente da atividade operacional, foi registrado o total de R$ 483,765 milhões, apontando um ganho de quase R$ 33 milhões sobre 2006. Essa receita reflete o resultado da movimentação de cargas no Porto de Santos, incluindo valores arrecadados pela movimentação de mercadorias, arrendamentos e outras.

A empresa iniciou gestões junto a seus devedores, visando o recebimento de valores contestados, evitando-se novas contendas judiciais ou realizando acordos para encerramento de pendências que poderiam perdurar por anos, antecipando, dessa forma, o recebimento de recursos que também contribuíram para seu equilíbrio.

Os investimentos em infra-estrutura chegaram a R$ 20,5 milhões, 72,3% acima do ano anterior. Desse total, R$ 15,4 milhões foram aporte do Tesouro Nacional, dos quais R$ 14,4 milhões destinados para o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e R$ 1,0 milhão para outras ações, além de R$ 5,1 milhões em recursos próprios da CODESP.

PORTO FECHA 2007 COM MOVIMENTO RECORDE

O Porto de Santos registrou em 2007 uma movimentação geral recorde de 80.775.867 t, com crescimento de 5,9% em relação ao ano anterior. A CODESP , trabalhava com uma expectativa estimada no início de 2007, de operar 78,9 t, tendo superado tal marca em 2,5%.

Nos últimos meses do ano, a previsão chegou a atingir 81,5 milhões de toneladas, sendo frustrada pela redução de 0,4 milhões de toneladas na movimentação de açúcar que ficou retida no Porto em dezembro pela entrada da Índia neste mercado com preços mais competitivos. Ainda a exportação de óleo diesel apresentou uma queda de 0,1 milhão de toneladas forçando a queda no movimento geral.

O total apurado em 2007 teve uma participação de 66,65% de produtos exportados, chegando a 53.843.434 toneladas, representando crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior. As importações, com 26.932.433 toneladas, representaram 33,35% do geral, gerando aumento de 12%.

Dos produtos exportados, o açúcar permanece na liderança do ranking dos mais movimentados nos dois fluxos, registrando incremento de 3,5%. A seguir vem as exportações do complexo soja (grãos e pelets), com 7.358.147 toneladas. Outro destaque dentre as cargas embarcadas fica com o milho que atingiu o total de 2.973.327 toneladas, com extraordinário aumento de 8.377,1% em relação a 2006, alavancado principalmente pela redução das exportações americanas em função da produção de etanol a partir do milho, permitindo ao Brasil agregar grande fatia deste mercado.

Nas importações, o principal produto foi o adubo com 3.321.277 toneladas operadas, registrando aumento de 47,3% em relação a 2006. A seguir, as descargas de carvão com 3.130.88 toneladas, com crescimento de 7,1%. Destaca-se, também, o incremento de 43,8% na movimentação de enxofre que alcançou 2.008.815 toneladas.

A movimentação de contêineres superou, pela primeira vez, a marca de 2,5 milhões de teu (unidade equivalente a contêineres de 20 pés), chegando a 2.532.900 teu, num aumento de 3,6% na comparação com 2006 e de 106,8% nos últimos cinco anos.

As operações com veículos tiveram crescimento de 25,22% no geral. As importações, com 7.696 veículos descarregados, aumentaram 68,55% em relação a 2006. Na exportação, foram 284.459 veículos embarcados, registrando aumento de 24,35%.

Atracaram no Porto de Santos, em 2007, 5.741 navios, 7,1% a maior que no ano anterior.

Na balança comercial, Santos permanece na liderança isolada com participação de 25,4% do total das trocas de mercadorias com o mercado externo, representando US$ 71,5 bilhões, equivalente a 5,5% do PIB de 2007.

As exportações totalizaram cerca de US$ 43,54 bilhões, garantindo participação de 27%. A importação registrou US$ 28 bilhões, representando 23,2% do total do país.

RESUMO DAS MOVIMENTAÇÕES DE CARGAS NO PORTO DE SANTOS

COMPARATIVO MENSAL E ACUMULADO

DESCRIÇÃO

2006

2007

VAR %

2006

2007

VAR %

DEZEMBRO

ATÉ DEZEMBRO

EXPORTAÇÃO

4.500.705

3.324.252

-26,1

52.243.709

53.843.434

3,1

IMPORTAÇÃO

1.946.881

2.232.324

14,7

24.053.484

26.932.433

12,0

Total

6.447.586

5.556.576

-13,8

76.297.193

80.775.867

5,9

PRINCIPAIS PRODUTOS

EXPORTAÇÃO

Açúcar (granel / sacas)

330.532

629.194

90,4

12.889.085

13.337.348

3,5

Álcool

164.589

100.858

-38,7

1.828.406

1.974.562

8,0

Café em grãos

102.764

78.952

-23,2

926.472

899.796

-2,9

Carnes

45.476

38.982

-14,3

678.983

770.683

13,5

Diesel e Gasóleo

254.304

150.282

-40,9

1.747.323

1.901.347

8,8

Gasolina

56.257

69.009

22,7

766.211

953.607

24,5

Milho

574

261.203

45.405,7

35.075

2.973.327

8.377,1

Óleo Combustível

278.464

188.444

-32,3

2.469.314

2.240.721

-9,3

Óleo de Origem Vegetal

28.220

16.875

-40,2

108.962

250.206

129,6

Pellets Cítricos

-

29.144

0,0

237.590

304.390

28,1

Soja ( grãos + peletizadas)

410.098

190.998

-53,4

9.308.218

7.358.147

-20,9

-Soja em grãos

165.232

85.161

-48,5

7.238.861

5.317.806

-26,5

-Soja Peletizada

244.866

105.837

-56,8

2.069.357

2.040.341

-1,4

Sucos (granel/tambor)

180.734

194.831

7,8

1.623.515

1.952.216

20,2

Sub-Total Exportação

1.852.012

1.948.772

5,2

32.619.154

34.916.350

7,0

Outros

2.648.693

1.375.480

-48,1

19.624.555

18.927.084

-3,6

Total Exportação

4.500.705

3.324.252

-26,1

52.243.709

53.843.434

3,1

IMPORTAÇÃO

Adubo

262.388

310.307

18,3

2.255.442

3.321.277

47,3

Amonia

33.101

16.917

-48,9

265.857

300.524

13,0

Carvão

159.009

219.046

37,8

2.924.232

3.130.888

7,1

Enxofre

90.933

236.834

160,4

1.396.989

2.008.815

43,8

GLP

26.849

-

-100,0

513.515

448.693

-12,6

Sal

59.502

123.169

107,0

730.604

803.967

10,0

Soda Caustica

106.670

82.223

-22,9

946.624

986.886

4,3

Trigo

104.325

63.931

-38,7

1.439.017

1.617.821

12,4

Sub-Total Importação

842.777

1.052.427

24,9

10.472.280

12.618.871

20,5

Outros

1.104.104

1.179.897

6,9

13.581.204

14.313.562

5,4

Total Importação

1.946.881

2.232.324

14,7

24.053.484

26.932.433

12,0

Total Geral

6.447.586

5.556.576

-13,8

76.297.193

80.775.867

5,9

CONTÊINERES (IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO)

Unidades

137.674

125.610

-8,8

1.603.868

1.654.713

3,2

TEU

207.797

192.353

-7,4

2.445.951

2.532.900

3,6

Tonelagem

2.333.682

2.169.432

-7,0

26.572.393

27.386.674

3,1

FLUXO DE NAVIOS

Atracados

480

494

2,9

5.359

5.741

7,1

 

PARTICIPAÇÃO NA BALANÇA COMERCIAL (JANEIRO/DEZEMBRO DE 2007)

US$* BI

%

1 - SANTOS/SP

71,5

25,4

2 - VITÓRIA/ES

20,6

7,3

3 - PARANAGUÁ/PR

18,0

6,4

4 - ITAGUAÍ/RJ

14,0

5,0

5 - RIO GRANDE/RS

13,7

4,9

6 - RIO DE JANEIRO/RJ

13,0

4,6

7 - ITAJAÍ/SC

8,9

3,2

8 - SÃO LUÍS/MA

8,2

2,9

9 - SÃO SEBASTIÃO/SP

7,1

2,5

10 - SÃO FRANCISCO/SC

5,8

2,1

 

MOVIMENTAÇÃO DE VEÍCULOS (UNIDADES)

JAN/DEZ

IMPORTAÇÃO

EXPORTAÇÃO

TOTAL

2003

1.338

156.071

157.409

2004

7.850

235.928

243.778

2005

6.476

201.376

207.852

2006

4.566

228.754

233.320

2007

7.696

284.459

292.155

*

68,55%

24,35%

25,22%

* VARIAÇÃO 2007/2006

 

RANKING COMERCIAL DAS PRINCIPAIS CARGAS

IMPORTAÇÃO

CARGAS

PRINCIPAIS PAÍSES DE ORIGEM

US$ MIL

%

1 - OUTRAS PARTES E ACESSÓRIOS P/TRATORES E VEÍC. AUTOMÓVEIS

ALEMANHA, JAPÃO E SUÉCIA

534.431

1,9

2 - OUTRAS PARTES PARA AVIÕES OU HELICÓPTEROS

ESPANHA, ESTADOS UNIDOS E JAPÃO

515.595

1,8

3 - OUTROS CLORETOS DE PÓTASSIO

CANADÁ, ALEMANHA E BELARUS

369.945

1,3

4 - TRIGO

ARGENTINA E URUGUAI

343.832

1,2

5 - CAIXAS DE MARCHAS PARA VEÍCULOS AUTOMÓVEIS

JAPÃO, ALEMANHA E INDONÉSIA

295.714

1,1

EXPORTAÇÃO

CARGAS

PRINCIPAIS PAÍSES DE DESTINO

US$ MIL

%

1 - CAFÉ NÃO TORRADO, NÃO DESCAFEÍNADO, EM GRÃO

ALEMANHA, ESTADOS UNIDOS E ITÁLIA

2.400.706

5,5

2 - AÇÚCAR DE CANA, EM BRUTO

RÚSSIA, IRÃ E MALÁSIA

2.108.352

4,9

3 - CARNES DESOSSADAS DE BOVINO, GONGELADAS

RÚSSIA, EGITO E IRÃ

2.076.371

4,8

4 - OUTROS AÇÚCARES DE CANA, BETERRABA, SACAROSE QUIM.PURA

EMIRADOS ARÁBES UM., ARÁBIA SAUDITA E ÁFRICA DO SUL

1.488.753

3,4

5 - SUCOS DE LARANJAS, CONGELADOS, NÃO FERMENTADOS

BÉLGICA, ESTADOS UNIDOS E JAPÃO

1.429.072

3,3

OBS.: ACUMULADO JANEIRO/DEZEMBRO 2007


2008

Para 2008 projeta-se um movimento de 85,95 milhões de t, 4,80% acima das estimativas para este ano. Essa previsão tem como base as projeções de exportadores, importadores, terminais e órgãos que apontam as perspectivas do agronegócio.

A Carga Geral deve crescer cerca de 4,3% acima da previsão para 2007, estimando-se chegar a 33,78 milhões de t. O destaque nessa modalidade deve ficar com a carga contêinerizada, estimando-se um fluxo de 2,67 milhões de TEU, representando um aumento de 7% em relação ao estimado para este ano (2,5 milhões de TEU).

Já os Granéis Líquidos devem totalizar 15,43 milhões de t, apontando para um crescimento de 0,5% em cima do total estimado para este ano.

Para os Granéis Sólidos estima-se um movimento de 36,73 milhões de t, 8,9% acima do total projetado para este ano. As expectativas de crescimento dessa modalidade, com base nas previsões de aumento para o açúcar e soja ( 18,2% e 10,2%, respectivamente ) devem ser reduzidas pela queda prevista para as importações de trigo, determinada pelo aumento da produção nacional. As projeções para o milho permanecem no mesmo patamar deste ano.

 

INVESTIMENTOS

Públicos

Durante 2007 a Autoridade Portuária realizou investimentos com recursos do Governo Federal, que totalizaram R$ 22 milhões de reais, 82% acima do ano anterior (R$ 12 milhões). Desse total, R$ 14,2 milhões são provenientes do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), outros R$ 1,6 milhão do Tesouro Nacional e R$ 5,8 milhões da própria Codesp.

Ao assumir a gestão da Codesp, em setembro último, a atual diretoria concentrou esforços para viabilizar as medidas apontadas pelo Ministério Público e órgãos de controle ambiental, para preservação dos aspectos históricos e ambientais da região, que resultaram na aceleração da retomada das obras da Avenida Perimetral da Margem Direita, vital para a ordenação do fluxo de tráfego rodo-ferroviário no porto de Santos. Atualmente, 25% do traçado se encontram em obras. A previsão é estar com os trechos da Rua Xavier da Silveira (1,2 Km) e do contorno de Outeirinhos (1,1 Km) concluídos em março de 2008. Para atender os trabalhadores que utilizam bicicletas como meio de transporte, estão previstas a construção de ciclovia e 3 bicicletários, em uma extensão de 4 Km.

Outra meta nesse período foi antecipar em cerca de seis meses o início da construção da Avenida Perimetral da Margem Esquerda. Para isso a diretoria acelerou a elaboração do termo de referência para contratação do projeto executivo da obra. A expectativa é publicar o aviso de licitação até o final de janeiro próximo.

A dragagem é outra prioridade da atual gestão. Nos últimos 100 dias foram dragados cerca de 400 mil m³ de sedimentos nos trechos do Canal da Barra e na Bacia da Alemoa, objetivando a manutenção das profundidades de projeto. Em 2007 esse volume ultrapassou 1,2 milhão de m³, dos quais 813,8 mil m³ foram retirados do canal de navegação e 383,6 mil m³ dos berços de atracação.

Já com relação ao aprofundamento do Estuário, o termo de referência da dragagem está em fase de conclusão, objetivando concretizar os prazos definidos pelo ministro Pedro Brito. A Fundação Ricardo Franco concluiu em maio de 2007 a caracterização geológica-geotécnica do canal de acesso, bacias de evolução e berços de atracação, bem como a elaboração do novo traçado geométrico do canal.

Para elaborar o projeto executivo de derrocagem das pedras de Teffé e Itapema, a ser entregue na primeira quinzena de janeiro de 2008, a Codesp contratou empresa especializada. O projeto, iniciado em 30 de novembro último, define a metodologia de desmonte das pedras e estimativa de custo, fornecendo informações para o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório (RIMA). O EIA-RIMA também está em fase de conclusão e deverá ser encaminhado ao IBAMA na primeira quinzena de fevereiro de 2008.

Por outro lado, o Governo Federal estará destinando recursos da ordem de R$ 1 bilhão para a dragagem dos portos brasileiros e o aprofundamento do porto de Santos é sua prioridade. O investimento permitirá ampliar a profundidade de 12 para 15 metros e a largura do canal de navegação de 150 para 220 metros, possibilitando a navegação com cruzamento de embarcações e dando ao porto condições de receber navios de até 9 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Esse empreendimento envolverá recursos da ordem de R$ 207 milhões e viabilizará Santos como porto concentrador de cargas.

No ano de 2008 a Codesp concentrará recursos na finalização das obras da Avenida Perimetral da Margem Direita, bem como no início da Avenida Perimetral da Margem Esquerda e no aprofundamento do canal de navegação do porto.

O diretor-presidente da Codesp, José Di Bella, afirma que, para Santos manter sua competitividade deve desenvolver uma estratégia que diferencie seus serviços dos prestados pelos demais portos e que respondam às expectativas de seus clientes.

Destaca a necessidade de estabelecer condições que assegurem a competitividade do porto de Santos, evitando, em primeiro lugar, os congestionamentos no tráfego viário, garantindo, também, a acessibilidade ferroviária ao porto. "Assim, acredito que devemos trabalhar unidos, tanto a Autoridade Portuária, instituições da Baixada Santista, bem como a comunidade logística portuária, para viabilizar as ações necessárias que permitam enfrentar as pendências que podem afetar a capacidade competitiva do porto de Santos", comenta.

O presidente lembrou o esforço dessas instituições, da comunidade logística portuária, inclusive da Imprensa, que, neste ano, culminou em resultados importantes para o porto, com a promoção, inclusive, de experiências internacionais, que se mostraram enriquecedoras para a comunidade portuária santista. "Esperamos que esse processo continue, a fim de garantirmos que Santos reforce, ainda mais, sua posição no cenário portuário internacional e seu papel estratégico na competitividade da economia do nosso país."

Di Bella destaca que essas iniciativas já mostram seus frutos. O interesse em se instalar em Santos, demonstrado por investidores nacionais e internacionais é um deles. Esse interesse vem determinando a aceleração dos investimentos públicos e a necessidade de uma planificação da expansão do porto. Nessa linha, o Governo Federal, através da SEP, assinou Carta-convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) visando cooperação técnica para elaboração do Plano de Desenvolvimento e Expansão do Porto de Santos, considerando a demanda atual e projetada.

Privados

O setor privado investiu um total de R$ 297 milhões no porto de Santos em 2007, em novas instalações, melhorias e equipamentos. Os investimentos mais expressivos foram feitos pelos terminais da Santos Brasil, Libra Terminais, Adonai, Tecondi, Rodrimar, TGG/Termag, Cosan, Teaçu e Terminal para Passageiros (Concais).

Em 2008 estima-se a aplicação de recursos da ordem de R$ 250 milhões pelos terminais da Granel Química, Petrobrás, Tecondi, Terminal Intermodal de Santos (TIS), Brasil Terminal Portuário, Itamarati, Multicargo, NST, Tecon 3 e Embraport.

Outras Ações

Dentro de um planejamento estratégico, várias outras ações foram deflagradas em 2007 visando dotar o porto de infra-estrutura adequada para sua futura expansão, proporcionando-lhe, inclusive, autonomia em setores vitais, como energia, água, saneamento, etc. Destacam-se:

  • Assinatura do convênio de cooperação mútua para obtenção do licenciamento de áreas de deposição oceânica de sedimentos oriundos da operação de dragagem, no dia 19 de novembro último, com a Cosipa, Ultrafértil e Embraport, que será uma ferramenta importante para o aprofundamento do porto;

  • Entrada em operação do novo sistema de distribuição de água potável e tratamento de efluentes domésticos do porto de Santos. A infra-estrutura foi modernizada, passando a operar desde a região do Saboó até a Ponta da Praia, incluindo a construção de instalações para tratamento de efluentes domésticos, na margem direita do porto. Os novos sistemas deram autonomia em saneamento à margem direita do porto, assim como já o é em energia, através da Usina de Itatinga. O projeto vinha sendo desenvolvido pela empresa Water Port Engenharia e Saneamento desde o final de 2002;

  • Elaboração de Plano Estratégico, em conjunto com a CPFL (concessionária regional de energia elétrica), visando ampliar a infra-estrutura de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no porto para atendimento a futuras demandas. Para 2008 estão previstas diversas ações nesse setor, destacando-se a eliminação de linhas aéreas na área urbana, a criação de circuitos submarinos para futura eliminação das torres de 90 metros, melhoria da rede de distribuição (cabos e transformadores), entre outros.

  • Ações estruturantes para viabilização de novo acesso viário ao porto de Santos, visando preparar, a médio e longo prazos, o desenvolvimento dos terminais instalados na Margem Direita, planejando seu crescimento a fim de evitar a formação de gargalos na sua logística;

 

A Codesp atuou em outras questões que também merecem destaque pelos resultados que trazem para as comunidades portuária e lindeiras às instalações do porto. São elas:

  • Remodelação do piso do Corredor de Exportação (terminal para o complexo soja), visando propiciar melhor condição de limpeza (varrição), evitando a proliferação de odores e roedores, contribuindo para a qualidade de vida dos moradores estabelecidos em seu entorno;

  • Incremento na fiscalização das linhas férreas, com melhoria das passagens de níveis de Outeirinhos, cais do Saboó e Macuco;

  • Intermediação e estabelecimento de novas regras (em formulação) para atracação no cais do Saboó, reforçando o papel regulador da Autoridade Portuária;

  • Autorização para implantação do novo terminal da Itamarati no Paquetá, cujas obras devem ser iniciadas em 2008;

  • Remodelação das instalações do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), nos meses de novembro e dezembro último.

 

Os comitês também foram ferramentas importantes para se atingir objetivos importantes em 2007. A criação de pátios e estacionamentos rotativos, exclusivos para ônibus e automóveis, foi uma das ações geradas pelo Comitê dos Cruzeiros Marítimos, que tem como objetivo planejar a temporada de cruzeiros marítimos no porto de Santos. O Comitê de Logística tem sido igualmente produtivo. A construção do viaduto em Cubatão, recentemente divulgada pelo Governo do Estado de São Paulo, foi uma de suas bandeiras, bem como gestões junto à Inspetoria da Alfândega, visando agilizar procedimentos no porto e exposições de temas de interesse comum da comunidade portuária, a exemplo dos reflexos a ser produzidos pela prospecção de gás na Bacia de Santos, pela Petrobrás.

Ressaltamos os procedimentos adotados visando proporcionar segurança nas operações portuária, que culminaram no estabelecimento de regras para sinalização de segurança nos locais de operação e nas áreas arrendadas, com instalação de placas e faixas com mensagens e informações para esclarecer e conscientizar os trabalhadores sobre a necessidade de medidas de segurança e prevenção de acidentes. Incluíram, ainda, treinamento de, aproximadamente, 200 Fiscais da Codesp e representantes de Operadores Portuários, realizado no período de 5 a 7 de dezembro, no Centro de Treinamento da Empresa, para procedimentos padrão na fiscalização e operação de contêineres, sacaria de açúcar e granel sólido.

Os Trabalhadores Portuários Avulsos (TPA), em um total de 7 mil, também receberão treinamento pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo), em um período de quatro meses. Eles passarão por cursos para implantação de procedimentos operacionais na movimentação dos mesmos produtos.

A iniciativa foi resultado da mobilização entre a SEP, Codesp, Ogmo e Operadores Portuários.

A fiscalização das operações dos navios também foi aperfeiçoada, com alterações na logística operacional que possibilitam maior produtividade, regularidade, segurança e preservação do meio ambiente. Para aprimorar essa atividade a Codesp está preparando termos de referência para contratação de três projetos executivos que contemplam um novo sistema de fiscalização das operações por meio de coletores de dados; implantação do Centro de Controle Operacional e de Logística (Cecol); e novo Sistema de Circuito Fechado de TV para monitoramento e controle do trânsito externo. A meta da Codesp é implantar os três projetos em 2008.

Os coletores de dados são equipamentos portáteis (tipo Palm Top) a serem portados pelas equipes de fiscalização, coletando e enviando, on line, informações de ocorrências verificadas durante a operação. Estes dados serão transferidos para o Cecol, previsto para ser implantado no prédio do Tráfego, recebendo, além dos dados operacionais, imagens de câmeras ao longo do sistema rodo-ferroviário do porto, inclusive, com interfaces de monitoramento nos acessos das áreas arrendadas.

Ações Comerciais

A Codesp já definiu o perfil de atuação comercial para o próximo ano, estabelecendo uma proposta que se integra a das demais áreas da empresa, complementando-se e caminhando juntas com o propósito de configurar uma empresa administrativamente bem definida e com grande eficiência em seus resultados.

Trata-se de uma autêntica agenda de ações para 2008, destinada a tornar o Porto e sua administração altamente produtivos e competitivos. Os destaques nessa agenda são:

Gestão Estratégica: a empresa já tem o termo de referência pronto para contratação de empresa de consultoria especializada que irá promover estudos, detalhando o papel da Codesp como Autoridade Portuária, desempenhando plena e satisfatoriamente as atribuições previstas na Lei 8.630 e, como administradora, delegando competências e estabelecendo uma nova estrutura organizacional.

Sistema de Indicadores de Gestão: o objetivo é concluir no exercício de 2008 o sistema que permitirá identificar com clareza as metas e respectivas ações para atingi-las, através de um modelo que possibilite elencar e priorizar os objetivos na execução das propostas estabelecidas pela diretoria executiva da empresa.

Estudo de Expansão do Porto de Santos: fruto de convênio firmado entre a SEP e o BID, tem como objetivo principal propor e analisar alternativas para a expansão da capacidade do complexo portuário de Santos, considerando a demanda atual e projetada. A Codesp já tem o Termo de Referência pronto para que o BID contrate consultoria especializada.

O estudo definirá com precisão a demanda atual do Porto, por tipo de carga, assim como projeção do crescimento a médio e longo prazo. Os serviços compreendem, ainda, a avaliação de planos alternativos de expansão para estabelecimento de cronograma de implantação.

Estudos para Ações de Incentivo ao Transbordo, Cabotagem e Porto Concentrador: a Codesp submeteu ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP) a proposta, aprovada na última reunião do ano pelo Conselho, para prorrogar por mais seis meses o desconto de 50% nas operações de transbordo e de cabotagem. A iniciativa tem aprovação do setor marítimo e integra as ações da empresa para transformar o complexo santista em um porto concentrador de cargas.

Estudo de Mercado: cargas conteinerizadas/retroporto – durante 2008, a Codesp estará elaborando levantamento de mercado de cargas conteinerizadas procedentes e com destino a terminais retroportuários. A finalidade do estudo será identificar e dimensionar fluxos e quantidades desse tráfego de grande demanda nas operações e que ainda não tiveram seu perfil detalhado. Os resultados do levantamento permitirão avaliar melhor o desempenho nesse setor e, se necessário, estimular a otimização nesse segmento.

Em 2007, a Codesp aprovou o projeto conceitual da Brasil Terminal Portuário (BTP), empresa que assumiu o contrato de área de 530 mil metros quadrados no Saboó para implantação de um terminal de contêineres. Trata-se de projeto que prevê a remediação ambiental da área utilizada por décadas como depósito de lixo proveniente do porto. Somente nessa recuperação, a BTP estima investir cerca de R$ 300 milhões.

O investimento global chega a R$ 620 milhões para instalação de terminal marítimo com 1,6 mil metros de cais para 8 berços de atracação, capacidade estática de 36 mil TEU, devendo chegar, no início das operações, a 1,5 milhão TEU e, em 3 anos, a 2,5 milhões TEU. A BTP encaminhará o projeto básico para aprovação da Codesp e providenciará os licenciamentos ambientais para iniciar a construção do terminal com cronograma de obras de 45 meses.

Ainda para atender a perspectiva de incremento na movimentação de contêineres pelo porto de Santos nos próximos anos, a Codesp promoveu em 2007 os estudos para utilização de áreas na margem esquerda, atualmente utilizadas por ocupações habitacionais. O estudo apontou a caracterização dos assentamentos, estimando custos de relocação, considerando novas construções, remoção e indenização para viabilizar a implantação de terminais de contêineres nos locais.

Trata-se dos trechos conhecidos como Prainha e Conceiçãozinha, em Vicente de Carvalho. Na área de Prainha, com total de 200 mil m2, está prevista a construção de terminal com cais de 550 metros, para 2 berços de atracação e movimentação de 430 mil contêineres ao ano. Em Conceiçãozinha, numa área de 341 mil m2, será instalado outro terminal, com cais em dársenas, com 660 metros de extensão, para 2 berços de atracação e capacidade de movimentação de 400 mil contêineres ao ano.

O crescente avanço do Porto tem atraído também o interesse de outras nações em função de seu potencial e de seu desenvolvimento. Em outubro último, a Codesp assinou Protocolo de Acordo de Cooperação Internacional com o Porto de Cotonou, no Benin. O documento tem por meta a criação de comitê de Tráfego Interportuário para consolidar a cooperação entre os dois complexos, o desenvolvimento de assistência mútua nas áreas de planejamento, gestão e exploração portuárias, ações no campo ambiental e a consolidação das relações entre operadores das duas comunidades.

A importância do modelo brasileiro onde o governo responde pela infra-estrutura com a iniciativa privada investindo em equipamentos, instalações e operação, tem servido de exemplo, pois permitiu a Santos, em uma década, dobrar sua capacidade.

No aspecto comercial, o potencial crescimento das exportações brasileiras como etanol e biodiesel é mais uma forma de ampliar as relações entre os portos e o desenvolvimento da economia brasileira. Acordos como esse transcendem o aspecto operacional e de intercâmbio de informações e experiências porque unem e reforçam a economia entre os países. Para 2008, a Codesp espera firmar cooperação como os portos de Nápoles e Miami.

O ano de 2007 também registrou grande incremento quanto à demanda de informações, visitas, feiras e exposições, ações que consolidam a imagem do Porto como fundamental equipamento de apoio à economia brasileira.

A Codesp atendeu a 8 delegações governamentais, 35 comitivas internacionais, 13 missões empresariais, 98 instituições de ensino superior, com quase 5.000 alunos, além da participação em 11 eventos como feiras e exposições, totalizando, aproximadamente, 250 mil visitas ao estande da empresa.

O Complexo Cultural do Porto de Santos também se destacou, registrando a passagem de 3.377 visitantes no Museu do Porto, 2.130 nas exposições da Pinacoteca Gaffreé e Guinle e 600 em consulta na Biblioteca.

Responsabilidade Social

Como ação de interesse público, a Codesp cedeu este ano mais dois imóveis para a Prefeitura Municipal de Santos instalar um novo núcleo do programa Escola Total. Com essa iniciativa, a empresa intensifica seu papel de agente de apoio a ações sociais e públicas.

Além dos imóveis para o Escola Total, a empresa tem áreas cedidas a diversas iniciativas de interesse público. À Prefeitura Municipal de Santos, além dos imóveis para o Escola Total, também fez cessões para Posto Ambulatorial e construção da Escola Docas. Ao governo do Estado cede áreas para a Polícia Militar (Cavalaria, Canil e Corpo de Bombeiros), Dersa e Oficina de Artes da Secretaria de Estado da Cultura . Recentemente foi também cedida área para a Universidade Federal de São Paulo.

A empresa tem ainda áreas destinadas para ações como assistência ao menor, além de sediar iniciativas do governo federal como as instalações do Porto da Juventude, para qualificações de jovens dentro do Programa Nacional do Primeiro Emprego.Em 2007, o Consórcio Porto da Juventude, patrocinado pela Codesp, capacitou 563 jovens entre 16 e 24 anos para o mercado de trabalho. São jovens da região, procedentes de situações de risco social. Com participação efetiva nesse programa, a empresa contratou 55 jovens formados nesse programa.

ISPS Code

O Porto de Santos chega ao final do ano com as instalações previstas pelo ISPS Code adequadas para receber a visita de inspeção para emissão da Declaração de Cumprimento pelas comissões nacional e estadual de Segurança Pública dos Portos, Terminais e Vias Navegáveis.

Para concluir a primeira fase de implantação do ISPS Code, a Codesp edificou 28 gates, dotados com 56 cancelas, 66 torniquetes (portas giratórias), 66 hand keys (leitores da estrutura da mão para identificação eletrônica), 16 catracas e instalou 189 câmeras fixas e 29 móveis, todo esse equipamento conectado através de uma rede de 13 quilômetros de cabos óticos e duas unidades wireless (conexão sem fios) ao Centro de controle e de Comunicação – CCCOM, uma central com capacidade de 2,9 Terabytes, equipadas com 22 servidores, 20 monitores de vídeo e um contingente de 20 guardas portuários acompanhando, 24 horas e on line, os dados de controle visual e de informação que chegam ao Centro.

Para 2008, a empresa dará início à instalação do segundo estágio previsto no Plano de Segurança para o cumprimento total do ISPS. Nessa segunda etapa, além de melhorias, readequações e ampliações dos sistemas já instalados, destaca-se o projeto