A CODESP encerrou o exercício de 2007 com lucro líquido de R$ 84,5 milhões, revertendo o prejuízo verificado em 2006 de R$ 120,8 milhões, consolidando o equilíbrio financeiro da empresa que honrou rigorosamente dentro dos vencimentos seus compromissos junto a pessoal, fornecedores, prestadores de serviços, impostos, taxas, contribuições e contas de qualquer natureza a pagar.
Em decorrência desse cenário, a Companhia obteve todos certificados e certidões de regularidade discal junto à Secretaria da Receita Federal, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, INSS, FGTS e outros, além de ter possibilitado a amortização de parte do passivo existente.
O desempenho do ano foi positivo principalmente em função da redução de provisões e do aumento da receita operacional.
As provisões para contingências (valores previstos para futuros desembolsados em função de expectativas de perda em processos judiciais) que em 2006 atingiram R$ 182 milhões, em 2007 foram de R$ 34 milhões , representando apenas nesse item um incremento de R$ 148 milhões no resultado final.
Quanto à receita operacional líquida, procedente da atividade operacional, foi registrado o total de R$ 483,765 milhões, apontando um ganho de quase R$ 33 milhões sobre 2006. Essa receita reflete o resultado da movimentação de cargas no Porto de Santos, incluindo valores arrecadados pela movimentação de mercadorias, arrendamentos e outras.
A empresa iniciou gestões junto a seus devedores, visando o recebimento de valores contestados, evitando-se novas contendas judiciais ou realizando acordos para encerramento de pendências que poderiam perdurar por anos, antecipando, dessa forma, o recebimento de recursos que também contribuíram para seu equilíbrio.
Os investimentos em infra-estrutura chegaram a R$ 20,5 milhões, 72,3% acima do ano anterior. Desse total, R$ 15,4 milhões foram aporte do Tesouro Nacional, dos quais R$ 14,4 milhões destinados para o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e R$ 1,0 milhão para outras ações, além de R$ 5,1 milhões em recursos próprios da CODESP.
PORTO FECHA 2007 COM MOVIMENTO RECORDE
O Porto de Santos registrou em 2007 uma movimentação geral recorde de 80.775.867 t, com crescimento de 5,9% em relação ao ano anterior. A CODESP , trabalhava com uma expectativa estimada no início de 2007, de operar 78,9 t, tendo superado tal marca em 2,5%.
Nos últimos meses do ano, a previsão chegou a atingir 81,5 milhões de toneladas, sendo frustrada pela redução de 0,4 milhões de toneladas na movimentação de açúcar que ficou retida no Porto em dezembro pela entrada da Índia neste mercado com preços mais competitivos. Ainda a exportação de óleo diesel apresentou uma queda de 0,1 milhão de toneladas forçando a queda no movimento geral.
O total apurado em 2007 teve uma participação de 66,65% de produtos exportados, chegando a 53.843.434 toneladas, representando crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior. As importações, com 26.932.433 toneladas, representaram 33,35% do geral, gerando aumento de 12%.
Dos produtos exportados, o açúcar permanece na liderança do ranking dos mais movimentados nos dois fluxos, registrando incremento de 3,5%. A seguir vem as exportações do complexo soja (grãos e pelets), com 7.358.147 toneladas. Outro destaque dentre as cargas embarcadas fica com o milho que atingiu o total de 2.973.327 toneladas, com extraordinário aumento de 8.377,1% em relação a 2006, alavancado principalmente pela redução das exportações americanas em função da produção de etanol a partir do milho, permitindo ao Brasil agregar grande fatia deste mercado.
Nas importações, o principal produto foi o adubo com 3.321.277 toneladas operadas, registrando aumento de 47,3% em relação a 2006. A seguir, as descargas de carvão com 3.130.88 toneladas, com crescimento de 7,1%. Destaca-se, também, o incremento de 43,8% na movimentação de enxofre que alcançou 2.008.815 toneladas.
A movimentação de contêineres superou, pela primeira vez, a marca de 2,5 milhões de teu (unidade equivalente a contêineres de 20 pés), chegando a 2.532.900 teu, num aumento de 3,6% na comparação com 2006 e de 106,8% nos últimos cinco anos.
As operações com veículos tiveram crescimento de 25,22% no geral. As importações, com 7.696 veículos descarregados, aumentaram 68,55% em relação a 2006. Na exportação, foram 284.459 veículos embarcados, registrando aumento de 24,35%.
Atracaram no Porto de Santos, em 2007, 5.741 navios, 7,1% a maior que no ano anterior.
Na balança comercial, Santos permanece na liderança isolada com participação de 25,4% do total das trocas de mercadorias com o mercado externo, representando US$ 71,5 bilhões, equivalente a 5,5% do PIB de 2007.
As exportações totalizaram cerca de US$ 43,54 bilhões, garantindo participação de 27%. A importação registrou US$ 28 bilhões, representando 23,2% do total do país.
RESUMO
DAS MOVIMENTAÇÕES DE CARGAS NO PORTO DE SANTOS |
COMPARATIVO
MENSAL E ACUMULADO |
DESCRIÇÃO |
2006 |
2007 |
VAR
% |
2006 |
2007 |
VAR
% |
DEZEMBRO |
ATÉ
DEZEMBRO |
EXPORTAÇÃO |
4.500.705 |
3.324.252 |
-26,1 |
52.243.709 |
53.843.434 |
3,1 |
IMPORTAÇÃO |
1.946.881 |
2.232.324 |
14,7 |
24.053.484 |
26.932.433 |
12,0 |
Total |
6.447.586 |
5.556.576 |
-13,8 |
76.297.193 |
80.775.867 |
5,9 |
PRINCIPAIS
PRODUTOS |
EXPORTAÇÃO |
Açúcar
(granel / sacas) |
330.532 |
629.194 |
90,4 |
12.889.085 |
13.337.348 |
3,5 |
Álcool |
164.589 |
100.858 |
-38,7 |
1.828.406 |
1.974.562 |
8,0 |
Café
em grãos |
102.764 |
78.952 |
-23,2 |
926.472 |
899.796 |
-2,9 |
Carnes |
45.476 |
38.982 |
-14,3 |
678.983 |
770.683 |
13,5 |
Diesel
e Gasóleo |
254.304 |
150.282 |
-40,9 |
1.747.323 |
1.901.347 |
8,8 |
Gasolina |
56.257 |
69.009 |
22,7 |
766.211 |
953.607 |
24,5 |
Milho |
574 |
261.203 |
45.405,7 |
35.075 |
2.973.327 |
8.377,1 |
Óleo
Combustível |
278.464 |
188.444 |
-32,3 |
2.469.314 |
2.240.721 |
-9,3 |
Óleo
de Origem Vegetal |
28.220 |
16.875 |
-40,2 |
108.962 |
250.206 |
129,6 |
Pellets
Cítricos |
- |
29.144 |
0,0 |
237.590 |
304.390 |
28,1 |
Soja
( grãos + peletizadas) |
410.098 |
190.998 |
-53,4 |
9.308.218 |
7.358.147 |
-20,9 |
-Soja
em grãos |
165.232 |
85.161 |
-48,5 |
7.238.861 |
5.317.806 |
-26,5 |
-Soja
Peletizada |
244.866 |
105.837 |
-56,8 |
2.069.357 |
2.040.341 |
-1,4 |
Sucos
(granel/tambor) |
180.734 |
194.831 |
7,8 |
1.623.515 |
1.952.216 |
20,2 |
Sub-Total
Exportação |
1.852.012 |
1.948.772 |
5,2 |
32.619.154 |
34.916.350 |
7,0 |
Outros |
2.648.693 |
1.375.480 |
-48,1 |
19.624.555 |
18.927.084 |
-3,6 |
Total
Exportação |
4.500.705 |
3.324.252 |
-26,1 |
52.243.709 |
53.843.434 |
3,1 |
IMPORTAÇÃO |
Adubo |
262.388 |
310.307 |
18,3 |
2.255.442 |
3.321.277 |
47,3 |
Amonia |
33.101 |
16.917 |
-48,9 |
265.857 |
300.524 |
13,0 |
Carvão |
159.009 |
219.046 |
37,8 |
2.924.232 |
3.130.888 |
7,1 |
Enxofre |
90.933 |
236.834 |
160,4 |
1.396.989 |
2.008.815 |
43,8 |
GLP |
26.849 |
- |
-100,0 |
513.515 |
448.693 |
-12,6 |
Sal |
59.502 |
123.169 |
107,0 |
730.604 |
803.967 |
10,0 |
Soda
Caustica |
106.670 |
82.223 |
-22,9 |
946.624 |
986.886 |
4,3 |
Trigo |
104.325 |
63.931 |
-38,7 |
1.439.017 |
1.617.821 |
12,4 |
Sub-Total
Importação |
842.777 |
1.052.427 |
24,9 |
10.472.280 |
12.618.871 |
20,5 |
Outros |
1.104.104 |
1.179.897 |
6,9 |
13.581.204 |
14.313.562 |
5,4 |
Total
Importação |
1.946.881 |
2.232.324 |
14,7 |
24.053.484 |
26.932.433 |
12,0 |
Total
Geral |
6.447.586 |
5.556.576 |
-13,8 |
76.297.193 |
80.775.867 |
5,9 |
CONTÊINERES
(IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO) |
Unidades |
137.674 |
125.610 |
-8,8 |
1.603.868 |
1.654.713 |
3,2 |
TEU |
207.797 |
192.353 |
-7,4 |
2.445.951 |
2.532.900 |
3,6 |
Tonelagem |
2.333.682 |
2.169.432 |
-7,0 |
26.572.393 |
27.386.674 |
3,1 |
FLUXO
DE NAVIOS |
Atracados |
480 |
494 |
2,9 |
5.359 |
5.741 |
7,1 |
PARTICIPAÇÃO
NA BALANÇA COMERCIAL (JANEIRO/DEZEMBRO DE 2007) |
US$*
BI |
% |
1
- SANTOS/SP |
71,5 |
25,4 |
2
- VITÓRIA/ES |
20,6 |
7,3 |
3
- PARANAGUÁ/PR |
18,0 |
6,4 |
4
- ITAGUAÍ/RJ |
14,0 |
5,0 |
5
- RIO GRANDE/RS |
13,7 |
4,9 |
6
- RIO DE JANEIRO/RJ |
13,0 |
4,6 |
7
- ITAJAÍ/SC |
8,9 |
3,2 |
8
- SÃO LUÍS/MA |
8,2 |
2,9 |
9
- SÃO SEBASTIÃO/SP |
7,1 |
2,5 |
10
- SÃO FRANCISCO/SC |
5,8 |
2,1 |
MOVIMENTAÇÃO
DE VEÍCULOS (UNIDADES) |
JAN/DEZ |
IMPORTAÇÃO |
EXPORTAÇÃO |
TOTAL |
2003 |
1.338 |
156.071 |
157.409 |
2004 |
7.850 |
235.928 |
243.778 |
2005 |
6.476 |
201.376 |
207.852 |
2006 |
4.566 |
228.754 |
233.320 |
2007 |
7.696 |
284.459 |
292.155 |
* |
68,55% |
24,35% |
25,22% |
*
VARIAÇÃO 2007/2006 |
RANKING
COMERCIAL DAS PRINCIPAIS CARGAS |
IMPORTAÇÃO |
CARGAS |
PRINCIPAIS
PAÍSES DE ORIGEM |
US$
MIL |
% |
1
- OUTRAS PARTES E ACESSÓRIOS P/TRATORES E VEÍC.
AUTOMÓVEIS |
ALEMANHA,
JAPÃO E SUÉCIA |
534.431 |
1,9 |
2
- OUTRAS PARTES PARA AVIÕES OU HELICÓPTEROS |
ESPANHA,
ESTADOS UNIDOS E JAPÃO |
515.595 |
1,8 |
3
- OUTROS CLORETOS DE PÓTASSIO |
CANADÁ,
ALEMANHA E BELARUS |
369.945 |
1,3 |
4
- TRIGO |
ARGENTINA
E URUGUAI |
343.832 |
1,2 |
5
- CAIXAS DE MARCHAS PARA VEÍCULOS AUTOMÓVEIS |
JAPÃO,
ALEMANHA E INDONÉSIA |
295.714 |
1,1 |
EXPORTAÇÃO |
CARGAS |
PRINCIPAIS
PAÍSES DE DESTINO |
US$
MIL |
% |
1
- CAFÉ NÃO TORRADO, NÃO DESCAFEÍNADO,
EM GRÃO |
ALEMANHA,
ESTADOS UNIDOS E ITÁLIA |
2.400.706 |
5,5 |
2
- AÇÚCAR DE CANA, EM BRUTO |
RÚSSIA,
IRÃ E MALÁSIA |
2.108.352 |
4,9 |
3
- CARNES DESOSSADAS DE BOVINO, GONGELADAS |
RÚSSIA,
EGITO E IRÃ |
2.076.371 |
4,8 |
4
- OUTROS AÇÚCARES DE CANA, BETERRABA, SACAROSE
QUIM.PURA |
EMIRADOS
ARÁBES UM., ARÁBIA SAUDITA E ÁFRICA DO SUL |
1.488.753 |
3,4 |
5
- SUCOS DE LARANJAS, CONGELADOS, NÃO FERMENTADOS |
BÉLGICA,
ESTADOS UNIDOS E JAPÃO |
1.429.072 |
3,3 |
OBS.:
ACUMULADO JANEIRO/DEZEMBRO 2007 |
2008
Para
2008 projeta-se um movimento de 85,95 milhões de t, 4,80%
acima das estimativas para este ano. Essa previsão tem como
base as projeções de exportadores, importadores,
terminais e órgãos que apontam as perspectivas do
agronegócio.
A
Carga Geral deve crescer cerca de 4,3% acima da previsão para
2007, estimando-se chegar a 33,78 milhões de t. O destaque
nessa modalidade deve ficar com a carga contêinerizada,
estimando-se um fluxo de 2,67 milhões de TEU, representando um
aumento de 7% em relação ao estimado para este ano (2,5
milhões de TEU).
Já
os Granéis Líquidos devem totalizar 15,43 milhões
de t, apontando para um crescimento de 0,5% em cima do total estimado
para este ano.
Para
os Granéis Sólidos estima-se um movimento de 36,73
milhões de t, 8,9% acima do total projetado para este ano. As
expectativas de crescimento dessa modalidade, com base nas previsões
de aumento para o açúcar e soja ( 18,2% e 10,2%,
respectivamente ) devem ser reduzidas pela queda prevista para as
importações de trigo, determinada pelo aumento da
produção nacional. As projeções para o
milho permanecem no mesmo patamar deste ano.
INVESTIMENTOS
Públicos
Durante
2007 a Autoridade Portuária realizou investimentos com
recursos do Governo Federal, que totalizaram R$ 22 milhões de
reais, 82% acima do ano anterior (R$ 12 milhões). Desse total,
R$ 14,2 milhões são provenientes do Plano de Aceleração
do Crescimento (PAC), outros R$ 1,6 milhão do Tesouro Nacional
e R$ 5,8 milhões da própria Codesp.
Ao
assumir a gestão da Codesp, em setembro último, a atual
diretoria concentrou esforços para viabilizar as medidas
apontadas pelo Ministério Público e órgãos
de controle ambiental, para preservação dos aspectos
históricos e ambientais da região, que resultaram na
aceleração da retomada das obras da Avenida Perimetral
da Margem Direita, vital para a ordenação do fluxo de
tráfego rodo-ferroviário no porto de Santos.
Atualmente, 25% do traçado se encontram em obras. A previsão
é estar com os trechos da Rua Xavier da Silveira (1,2 Km) e do
contorno de Outeirinhos (1,1 Km) concluídos em março de
2008. Para atender os trabalhadores que utilizam bicicletas como meio
de transporte, estão previstas a construção de
ciclovia e 3 bicicletários, em uma extensão de 4 Km.
Outra
meta nesse período foi antecipar em cerca de seis meses o
início da construção da Avenida Perimetral da
Margem Esquerda. Para isso a diretoria acelerou a elaboração
do termo de referência para contratação do
projeto executivo da obra. A expectativa é publicar o aviso de
licitação até o final de janeiro próximo.
A
dragagem é outra prioridade da atual gestão. Nos
últimos 100 dias foram dragados cerca de 400 mil m³ de
sedimentos nos trechos do Canal da Barra e na Bacia da Alemoa,
objetivando a manutenção das profundidades de projeto.
Em 2007 esse volume ultrapassou 1,2 milhão de m³, dos
quais 813,8 mil m³ foram retirados do canal de navegação
e 383,6 mil m³ dos berços de atracação.
Já
com relação ao aprofundamento do Estuário, o
termo de referência da dragagem está em fase de
conclusão, objetivando concretizar os prazos definidos pelo
ministro Pedro Brito. A Fundação Ricardo Franco
concluiu em maio de 2007 a caracterização
geológica-geotécnica do canal de acesso, bacias de
evolução e berços de atracação,
bem como a elaboração do novo traçado geométrico
do canal.
Para
elaborar o projeto executivo de derrocagem das pedras de Teffé
e Itapema, a ser entregue na primeira quinzena de janeiro de 2008, a
Codesp contratou empresa especializada. O projeto, iniciado em 30 de
novembro último, define a metodologia de desmonte das pedras e
estimativa de custo, fornecendo informações para o
Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório
(RIMA). O EIA-RIMA também está em fase de conclusão
e deverá ser encaminhado ao IBAMA na primeira quinzena de
fevereiro de 2008.
Por
outro lado, o Governo Federal estará destinando recursos da
ordem de R$ 1 bilhão para a dragagem dos portos brasileiros e
o aprofundamento do porto de Santos é sua prioridade. O
investimento permitirá ampliar a profundidade de 12 para 15
metros e a largura do canal de navegação de 150 para
220 metros, possibilitando a navegação com cruzamento
de embarcações e dando ao porto condições
de receber navios de até 9 mil TEU (unidade equivalente a um
contêiner de 20 pés). Esse empreendimento envolverá
recursos da ordem de R$ 207 milhões e viabilizará
Santos como porto concentrador de cargas.
No
ano de 2008 a Codesp concentrará recursos na finalização
das obras da Avenida Perimetral da Margem Direita, bem como no início
da Avenida Perimetral da Margem Esquerda e no aprofundamento do canal
de navegação do porto.
O
diretor-presidente da Codesp, José Di Bella, afirma que, para
Santos manter sua competitividade deve desenvolver uma estratégia
que diferencie seus serviços dos prestados pelos demais portos
e que respondam às expectativas de seus clientes.
Destaca
a necessidade de estabelecer condições que assegurem a
competitividade do porto de Santos, evitando, em primeiro lugar, os
congestionamentos no tráfego viário, garantindo,
também, a acessibilidade ferroviária ao porto. "Assim,
acredito que devemos trabalhar unidos, tanto a Autoridade Portuária,
instituições da Baixada Santista, bem como a comunidade
logística portuária, para viabilizar as ações
necessárias que permitam enfrentar as pendências que
podem afetar a capacidade competitiva do porto de Santos",
comenta.
O
presidente lembrou o esforço dessas instituições,
da comunidade logística portuária, inclusive da
Imprensa, que, neste ano, culminou em resultados importantes para o
porto, com a promoção, inclusive, de experiências
internacionais, que se mostraram enriquecedoras para a comunidade
portuária santista. "Esperamos
que esse processo continue, a fim de garantirmos que Santos reforce,
ainda mais, sua posição no cenário portuário
internacional e seu papel estratégico na competitividade da
economia do nosso país."
Di
Bella destaca que essas iniciativas já mostram seus frutos. O
interesse em se instalar em Santos, demonstrado por investidores
nacionais e internacionais é um deles. Esse interesse vem
determinando a aceleração dos investimentos públicos
e a necessidade de uma planificação da expansão
do porto. Nessa linha, o Governo Federal, através da SEP,
assinou Carta-convênio com o Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID) visando cooperação técnica
para elaboração do Plano de Desenvolvimento e Expansão
do Porto de Santos, considerando a demanda atual e projetada.
Privados
O
setor privado investiu um total de R$ 297 milhões no porto de
Santos em 2007, em novas instalações, melhorias e
equipamentos. Os investimentos mais expressivos foram feitos pelos
terminais da Santos Brasil, Libra Terminais, Adonai, Tecondi,
Rodrimar, TGG/Termag, Cosan, Teaçu e Terminal para Passageiros
(Concais).
Em
2008 estima-se a aplicação de recursos da ordem de R$
250 milhões pelos terminais da Granel Química,
Petrobrás, Tecondi, Terminal Intermodal de Santos (TIS),
Brasil Terminal Portuário, Itamarati, Multicargo, NST, Tecon 3
e Embraport.
Outras
Ações
Dentro
de um planejamento estratégico, várias outras ações
foram deflagradas em 2007 visando dotar o porto de infra-estrutura
adequada para sua futura expansão, proporcionando-lhe,
inclusive, autonomia em setores vitais, como energia, água,
saneamento, etc. Destacam-se:
-
Assinatura
do convênio de cooperação mútua para
obtenção do licenciamento de áreas de deposição
oceânica de sedimentos oriundos da operação de
dragagem, no dia 19 de novembro último, com a Cosipa,
Ultrafértil e Embraport, que será uma ferramenta
importante para o aprofundamento do porto;
-
Entrada
em operação do novo sistema de distribuição
de água potável e tratamento de efluentes domésticos
do porto de Santos. A infra-estrutura foi modernizada, passando a
operar desde a região do Saboó até a Ponta da
Praia, incluindo a construção de instalações
para tratamento de efluentes domésticos, na margem direita do
porto. Os novos sistemas deram autonomia em saneamento à
margem direita do porto, assim como já o é em energia,
através da Usina de Itatinga. O projeto vinha sendo
desenvolvido pela empresa Water Port Engenharia e Saneamento desde o
final de 2002;
-
Elaboração
de Plano Estratégico, em conjunto com a CPFL (concessionária
regional de energia elétrica), visando ampliar a
infra-estrutura de geração, transmissão e
distribuição de energia elétrica no porto para
atendimento a futuras demandas. Para 2008 estão previstas
diversas ações nesse setor, destacando-se a eliminação
de linhas aéreas na área urbana, a criação
de circuitos submarinos para futura eliminação das
torres de 90 metros, melhoria da rede de distribuição
(cabos e transformadores), entre outros.
-
Ações
estruturantes para viabilização de novo acesso viário
ao porto de Santos, visando preparar, a médio e longo prazos,
o desenvolvimento dos terminais instalados na Margem Direita,
planejando seu crescimento a fim de evitar a formação
de gargalos na sua logística;
A
Codesp atuou em outras questões que também merecem
destaque pelos resultados que trazem para as comunidades portuária
e lindeiras às instalações do porto. São
elas:
-
Remodelação
do piso do Corredor de Exportação (terminal para o
complexo soja), visando propiciar melhor condição de
limpeza (varrição), evitando a proliferação
de odores e roedores, contribuindo para a qualidade de vida dos
moradores estabelecidos em seu entorno;
Os
comitês também foram ferramentas importantes para se
atingir objetivos importantes em 2007. A criação de
pátios e estacionamentos rotativos, exclusivos para ônibus
e automóveis, foi uma das ações geradas pelo
Comitê dos Cruzeiros Marítimos, que tem como objetivo
planejar a temporada de cruzeiros marítimos no porto de
Santos. O Comitê de Logística tem sido igualmente
produtivo. A construção do viaduto em Cubatão,
recentemente divulgada pelo Governo do Estado de São Paulo,
foi uma de suas bandeiras, bem como gestões junto à
Inspetoria da Alfândega, visando agilizar procedimentos no
porto e exposições de temas de interesse comum da
comunidade portuária, a exemplo dos reflexos a ser produzidos
pela prospecção de gás na Bacia de Santos, pela
Petrobrás.
Ressaltamos
os procedimentos adotados visando proporcionar segurança nas
operações portuária, que culminaram no
estabelecimento de regras para sinalização de segurança
nos locais de operação e nas áreas arrendadas,
com instalação de placas e faixas com mensagens e
informações para esclarecer e conscientizar os
trabalhadores sobre a necessidade de medidas de segurança e
prevenção de acidentes. Incluíram, ainda,
treinamento de, aproximadamente, 200 Fiscais da Codesp e
representantes de Operadores Portuários, realizado no período
de 5 a 7 de dezembro, no Centro de Treinamento da Empresa, para
procedimentos padrão na fiscalização e operação
de contêineres, sacaria de açúcar e granel
sólido.
Os
Trabalhadores Portuários Avulsos (TPA), em um total de 7 mil,
também receberão treinamento pelo Órgão
Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo), em um período de quatro
meses. Eles passarão por cursos para implantação
de procedimentos operacionais na movimentação dos
mesmos produtos.
A
iniciativa foi resultado da mobilização entre a SEP,
Codesp, Ogmo e Operadores Portuários.
A
fiscalização das operações dos navios
também foi aperfeiçoada, com alterações
na logística operacional que possibilitam maior produtividade,
regularidade, segurança e preservação do meio
ambiente. Para aprimorar essa atividade a Codesp está
preparando termos de referência para contratação
de três projetos executivos que contemplam um novo sistema de
fiscalização das operações por meio de
coletores de dados; implantação do Centro de Controle
Operacional e de Logística (Cecol); e novo Sistema de Circuito
Fechado de TV para monitoramento e controle do trânsito
externo. A meta da Codesp é implantar os três projetos
em 2008.
Os
coletores de dados são equipamentos portáteis (tipo
Palm Top) a serem portados pelas equipes de fiscalização,
coletando e enviando, on line, informações de
ocorrências verificadas durante a operação. Estes
dados serão transferidos para o Cecol, previsto para ser
implantado no prédio do Tráfego, recebendo, além
dos dados operacionais, imagens de câmeras ao longo do sistema
rodo-ferroviário do porto, inclusive, com interfaces de
monitoramento nos acessos das áreas arrendadas.
Ações
Comerciais
A
Codesp já definiu o perfil de atuação comercial
para o próximo ano, estabelecendo uma proposta que se integra
a das demais áreas da empresa, complementando-se e caminhando
juntas com o propósito de configurar uma empresa
administrativamente bem definida e com grande eficiência em
seus resultados.
Trata-se
de uma autêntica agenda de ações para 2008,
destinada a tornar o Porto e sua administração
altamente produtivos e competitivos. Os destaques nessa agenda são:
Gestão
Estratégica:
a empresa já tem o termo de referência pronto para
contratação de empresa de consultoria especializada que
irá promover estudos, detalhando o papel da Codesp como
Autoridade Portuária, desempenhando plena e satisfatoriamente
as atribuições previstas na Lei 8.630 e, como
administradora, delegando competências e estabelecendo uma nova
estrutura organizacional.
Sistema
de Indicadores de Gestão:
o objetivo é concluir no exercício de 2008 o sistema
que permitirá identificar com clareza as metas e respectivas
ações para atingi-las, através de um modelo que
possibilite elencar e priorizar os objetivos na execução
das propostas estabelecidas pela diretoria executiva da empresa.
Estudo
de Expansão do Porto de Santos:
fruto de convênio firmado entre a SEP e o BID, tem como
objetivo principal propor e analisar alternativas para a expansão
da capacidade do complexo portuário de Santos, considerando a
demanda atual e projetada. A Codesp já tem o Termo de
Referência pronto para que o BID contrate consultoria
especializada.
O
estudo definirá com precisão a demanda atual do Porto,
por tipo de carga, assim como projeção do crescimento a
médio e longo prazo. Os serviços compreendem, ainda, a
avaliação de planos alternativos de expansão
para estabelecimento de cronograma de implantação.
Estudos
para Ações de Incentivo ao Transbordo, Cabotagem e
Porto Concentrador:
a Codesp submeteu ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP) a
proposta, aprovada na última reunião do ano pelo
Conselho, para prorrogar por mais seis meses o desconto de 50% nas
operações de transbordo e de cabotagem. A iniciativa
tem aprovação do setor marítimo e integra as
ações da empresa para transformar o complexo santista
em um porto concentrador de cargas.
Estudo
de Mercado:
cargas conteinerizadas/retroporto – durante 2008, a Codesp
estará elaborando levantamento de mercado de cargas
conteinerizadas procedentes e com destino a terminais
retroportuários. A finalidade do estudo será
identificar e dimensionar fluxos e quantidades desse tráfego
de grande demanda nas operações e que ainda não
tiveram seu perfil detalhado. Os resultados do levantamento
permitirão avaliar melhor o desempenho nesse setor e, se
necessário, estimular a otimização nesse
segmento.
Em
2007, a Codesp aprovou o projeto conceitual da Brasil Terminal
Portuário (BTP), empresa que assumiu o contrato de área
de 530 mil metros quadrados no Saboó para implantação
de um terminal de contêineres. Trata-se de projeto que prevê
a remediação ambiental da área utilizada por
décadas como depósito de lixo proveniente do porto.
Somente nessa recuperação, a BTP estima investir cerca
de R$ 300 milhões.
O
investimento global chega a R$ 620 milhões para instalação
de terminal marítimo com 1,6 mil metros de cais para 8 berços
de atracação, capacidade estática de 36 mil TEU,
devendo chegar, no início das operações, a 1,5
milhão TEU e, em 3 anos, a 2,5 milhões TEU. A BTP
encaminhará o projeto básico para aprovação
da Codesp e providenciará os licenciamentos ambientais para
iniciar a construção do terminal com cronograma de
obras de 45 meses.
Ainda
para atender a perspectiva de incremento na movimentação
de contêineres pelo porto de Santos nos próximos anos, a
Codesp promoveu em 2007 os estudos para utilização de
áreas na margem esquerda, atualmente utilizadas por ocupações
habitacionais. O estudo apontou a caracterização dos
assentamentos, estimando custos de relocação,
considerando novas construções, remoção e
indenização para viabilizar a implantação
de terminais de contêineres nos locais.
Trata-se
dos trechos conhecidos como Prainha e Conceiçãozinha,
em Vicente de Carvalho. Na área de Prainha, com total de 200
mil m2, está prevista a construção de terminal
com cais de 550 metros, para 2 berços de atracação
e movimentação de 430 mil contêineres ao ano. Em
Conceiçãozinha, numa área de 341 mil m2, será
instalado outro terminal, com cais em dársenas, com 660 metros
de extensão, para 2 berços de atracação e
capacidade de movimentação de 400 mil contêineres
ao ano.
O
crescente avanço do Porto tem atraído também o
interesse de outras nações em função de
seu potencial e de seu desenvolvimento. Em outubro último, a
Codesp assinou Protocolo de Acordo de Cooperação
Internacional com o Porto de Cotonou, no Benin. O documento tem por
meta a criação de comitê de Tráfego
Interportuário para consolidar a cooperação
entre os dois complexos, o desenvolvimento de assistência mútua
nas áreas de planejamento, gestão e exploração
portuárias, ações no campo ambiental e a
consolidação das relações entre
operadores das duas comunidades.
A
importância do modelo brasileiro onde o governo responde pela
infra-estrutura com a iniciativa privada investindo em equipamentos,
instalações e operação, tem servido de
exemplo, pois permitiu a Santos, em uma década, dobrar sua
capacidade.
No
aspecto comercial, o potencial crescimento das exportações
brasileiras como etanol e biodiesel é mais uma forma de
ampliar as relações entre os portos e o desenvolvimento
da economia brasileira. Acordos como esse transcendem o aspecto
operacional e de intercâmbio de informações e
experiências porque unem e reforçam a economia entre os
países. Para 2008, a Codesp espera firmar cooperação
como os portos de Nápoles e Miami.
O
ano de 2007 também registrou grande incremento quanto à
demanda de informações, visitas, feiras e exposições,
ações que consolidam a imagem do Porto como fundamental
equipamento de apoio à economia brasileira.
A
Codesp atendeu a 8 delegações governamentais, 35
comitivas internacionais, 13 missões empresariais, 98
instituições de ensino superior, com quase 5.000
alunos, além da participação em 11 eventos como
feiras e exposições, totalizando, aproximadamente, 250
mil visitas ao estande da empresa.
O
Complexo Cultural do Porto de Santos também se destacou,
registrando a passagem de 3.377 visitantes no Museu do Porto, 2.130
nas exposições da Pinacoteca Gaffreé e Guinle e
600 em consulta na Biblioteca.
Responsabilidade
Social
Como
ação de interesse público, a Codesp cedeu este
ano mais dois imóveis para a Prefeitura Municipal de Santos
instalar um novo núcleo do programa Escola Total. Com essa
iniciativa, a empresa intensifica seu papel de agente de apoio a
ações sociais e públicas.
Além
dos imóveis para o Escola Total, a empresa tem áreas
cedidas a diversas iniciativas de interesse público. À
Prefeitura Municipal de Santos, além dos imóveis para o
Escola Total, também fez cessões para Posto
Ambulatorial e construção da Escola Docas. Ao governo
do Estado cede áreas para a Polícia Militar (Cavalaria,
Canil e Corpo de Bombeiros), Dersa e Oficina de Artes da Secretaria
de Estado da Cultura . Recentemente foi também cedida área
para a Universidade Federal de São Paulo.
A
empresa tem ainda áreas destinadas para ações
como assistência ao menor, além de sediar iniciativas do
governo federal como as instalações do Porto da
Juventude, para qualificações de jovens dentro do
Programa Nacional do Primeiro Emprego.Em 2007, o Consórcio
Porto da Juventude, patrocinado pela Codesp, capacitou 563 jovens
entre 16 e 24 anos para o mercado de trabalho. São jovens da
região, procedentes de situações de risco
social. Com participação efetiva nesse programa, a
empresa contratou 55 jovens formados nesse programa.
ISPS
Code
O
Porto de Santos chega ao final do ano com as instalações
previstas pelo ISPS Code adequadas para receber a visita de inspeção
para emissão da Declaração de Cumprimento pelas
comissões nacional e estadual de Segurança Pública
dos Portos, Terminais e Vias Navegáveis.
Para
concluir a primeira fase de implantação do ISPS Code, a
Codesp edificou 28 gates, dotados com 56 cancelas, 66 torniquetes
(portas giratórias), 66 hand keys (leitores da estrutura da
mão para identificação eletrônica), 16
catracas e instalou 189 câmeras fixas e 29 móveis, todo
esse equipamento conectado através de uma rede de 13
quilômetros de cabos óticos e duas unidades wireless
(conexão sem fios) ao Centro de controle e de Comunicação
– CCCOM, uma central com capacidade de 2,9 Terabytes, equipadas
com 22 servidores, 20 monitores de vídeo e um contingente de
20 guardas portuários acompanhando, 24 horas e on line, os
dados de controle visual e de informação que chegam ao
Centro.
Para
2008, a empresa dará início à instalação
do segundo estágio previsto no Plano de Segurança para
o cumprimento total do ISPS. Nessa segunda etapa, além de
melhorias, readequações e ampliações dos
sistemas já instalados, destaca-se o projeto