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Forte atuação na negociação do recebimento de créditos de seus principais devedores é um dos fatores que contribuíram para essa situação de equilíbrio
Retornar ao Serviço de Imprensa 31/12/2007
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Press-release da Assessoria de Comunicação Social

Superávit de R$ 70 milhões marca gestão do Porto de Santos em 2007
31/12/2007
Forte atuação na negociação do recebimento de créditos de seus principais devedores é um dos fatores que contribuíram para essa situação de equilíbrio

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa que administra o porto de Santos, estima encerrar o ano de 2007 com um superávit contábil de R$ 70 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 120 milhões verificado no exercício anterior. José Di Bella, diretor-presidente da empresa, comemora o fato, afirmando que esse resultado reflete a aplicação de medidas saneadoras visando redução de custos e aumento de receita.

Cabe enfatizar o saldo positivo de caixa da Codesp, com todos os compromissos pagos em seus vencimentos, sem dívidas em atraso com pessoal, fornecedores, prestadores de serviços, impostos, taxas, contribuições ou qualquer outra natureza de contas a pagar. "O fluxo de caixa vem sendo administrado de forma eficiente, permitindo a Empresa esse resultado", comenta Di Bella.

A forte atuação na negociação do recebimento de créditos de seus principais devedores é um dos fatores que contribuíram para essa situação de equilíbrio. A meta da diretoria é ter profissional especializado cuidando exclusivamente da renegociação desses créditos e concluir as mais significativas ainda em 2008.

A Codesp estará iniciando a implantação de um novo modelo padronizado de Faturas e Notas Fiscais, com as correspondentes duplicatas, para atender com mais eficácia e de forma abrangente o faturamento, apresentando ao cliente um documento com mais informações e detalhamento.

Di Bella revela que "um novo modelo de gestão, que tem como motor gerador de resultados a delegação de competência, está sendo estruturado para que a administração do porto tenha uma nova visão e missão". Destaca que as diretrizes traçadas pelo Governo Federal, através da Secretaria Especial de Portos (SEP), e as medidas estruturantes em andamento nos primeiros 100 dias desta administração, aliadas a exclusão da Codesp do Programa Nacional de Desestatização (PND), proposta na resolução publicada pelo Conselho Nacional de Desestatização (CND) no Diário Oficial do dia 27 de dezembro último, propiciarão o alicerce para mudanças ainda maiores. "Nossa principal meta é tornar o porto um promotor de negócios e interiorizar suas atividades", explica. "Para isso temos que ter objetivos comuns e atuarmos em sintonia com o mercado."

Com essa meta a nova diretoria está moldando a nova estrutura da empresa, abrangendo aspectos financeiros, de recursos humanos, planejamento das ações, expansão do porto, etc., reforçando o papel da Autoridade Portuária como agente regulador dentro do porto, na mediação de conflitos, no ordenamento dos arrendamentos e operações portuárias, tendo como meta adotar o sistema de governança corporativa. Para isso pretende promover um evento com os arrendatários de áreas, visando estabelecer, de forma conjunta, um planejamento estratégico para o porto de Santos.

A diretoria vem adotando, também, uma nova forma de atuação com seus colaboradores visando estabelecer o diálogo permanente. Nesse sentido foram realizadas duas reuniões, sendo uma com a diretoria e outra com o ministro chefe da SEP, Pedro Brito, e empregados da Codesp. Estará sendo viabilizado, ainda na primeira semana de janeiro próximo, um canal direto de comunicação do presidente com os colaboradores, na Intranet, através do "Fale com o Presidente". Esta ferramenta contribuirá para a avaliação permanente das metas estabelecidas para a Empresa. Através dela o colaborador pode sugerir, reclamar ou recomendar. Uma nova forma de relacionamento com os sindicatos está sendo estabelecida, baseada em resultados, assim como o fortalecimento dos Conselhos de Administração e Fiscal e da Auditoria Interna.

A CODESP tem se empenhado em oferecer um atendimento cada vez mais amplo de informações sobre o porto de Santos. Esse esforço lhe conferiu a primeira colocação no ranking das estatais com melhor índice de transparência dentre as empresas da administração pública federal direta e indireta, conforme levantamento realizado pelo Instituto de Fiscalização e Controle – IFC. A avaliação envolveu 112 estatais, considerando o atendimento à lei que obriga tais órgãos a divulgar seus gastos pela Internet.

O crescimento em torno de 8% previsto para a movimentação de cargas do porto neste ano é outro fator gerador desse superávit. Concretizando-se as mesmas performances mensais apresentadas em novembro e dezembro do ano passado, o porto deve fechar seu movimento de cargas próximo a 82 milhões de toneladas ( t ), contra 76,2 milhões de t em 2006. Esta estimativa supera em 4,06% a previsão inicial, feita em dezembro de 2006, de 78,8 milhões de t.

O incremento estimado para as receitas operacionais (patrimonial tarifária) reflete o resultado na movimentação do porto, totalizando R$ 532 milhões, 4,31% acima do realizado em 2006. Somente com os arrendamentos foram arrecadados R$ 204 milhões e com as tarifas provenientes das operações de cargas outros R$ 328 milhões. Estes resultados são importantes porque consolidam o equilíbrio financeiro da Codesp, estabelecido através da renegociação de seu passivo, tanto no que se refere às dívidas públicas (junto ao Refis), quanto aos acordos firmados para pagamento de ações trabalhistas.

 

FLUXO DE CARGAS

2007

Com a estimativa de fechamento em torno de 82 milhões de t, a movimentação de cargas do porto em 2007 terá como principal participação as operações de sólidos a granel, com a parcela de 33,73 milhões de t, representando um aumento de 13,6% em relação a 2006. Os líquidos a granel devem atingir 15,35 milhões de t, com 5,8% de incremento. A carga geral somará 272,7 mil t, registrando aumento de 16,9%.

Tendo em conta os efeitos da política de estímulo aos biocombustíveis, as exportações de milho, com essa finalidade, são um dos grandes destaques na movimentação de cargas em 2007. Estima-se chegar a 3,28 milhões de t movimentadas, o que representa um incremento de 9.285% em relação ao ano anterior (35.075 t), podendo tornar-se o sexto produto mais movimentado no porto de Santos. Também os embarques de álcool devem atingir um volume significativo, ultrapassando 2 milhões de t. Esse total representa um aumento de 4,77% em relação a 2006.

A estimativa para o fluxo de cargas conteinerizadas é de 2,50 milhões de TEU, projetando um aumento de 2,46% em relação ao último ano (2,44 milhões de TEU). A expectativa é que Santos escale novas posições no ranking dos principais portos do mundo em movimentação de contêineres. Hoje ocupa a 39° posição, a frente de portos como o de Barcelona (Espanha), Le Havre (França) e Kobe (Japão). Desde 2001, Santos subiu 22 posições no ranking mundial.

 

Entre os produtos que deverão apresentar crescimento acima do previsto destacam-se o adubo, carvão, óleo diesel e sucos cítricos.

 

2008

Para 2008 projeta-se um movimento de 85,95 milhões de t, 4,80% acima das estimativas para este ano. Essa previsão tem como base as projeções de exportadores, importadores, terminais e órgãos que apontam as perspectivas do agronegócio.

A Carga Geral deve crescer cerca de 4,3% acima da previsão para 2007, estimando-se chegar a 33,78 milhões de t. O destaque nessa modalidade deve ficar com a carga contêinerizada, estimando-se um fluxo de 2,67 milhões de TEU, representando um aumento de 7% em relação ao estimado para este ano (2,5 milhões de TEU).

Já os Granéis Líquidos devem totalizar 15,43 milhões de t, apontando para um crescimento de 0,5% em cima do total estimado para este ano.

Para os Granéis Sólidos estima-se um movimento de 36,73 milhões de t, 8,9% acima do total projetado para este ano. As expectativas de crescimento dessa modalidade, com base nas previsões de aumento para o açúcar e soja ( 18,2% e 10,2%, respectivamente ) devem ser reduzidas pela queda prevista para as importações de trigo, determinada pelo aumento da produção nacional. As projeções para o milho permanecem no mesmo patamar deste ano.

 

INVESTIMENTOS

Públicos

Durante 2007 a Autoridade Portuária realizou investimentos com recursos do Governo Federal, que totalizaram R$ 22 milhões de reais, 82% acima do ano anterior (R$ 12 milhões). Desse total, R$ 14,2 milhões são provenientes do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), outros R$ 1,6 milhão do Tesouro Nacional e R$ 5,8 milhões da própria Codesp.

Ao assumir a gestão da Codesp, em setembro último, a atual diretoria concentrou esforços para viabilizar as medidas apontadas pelo Ministério Público e órgãos de controle ambiental, para preservação dos aspectos históricos e ambientais da região, que resultaram na aceleração da retomada das obras da Avenida Perimetral da Margem Direita, vital para a ordenação do fluxo de tráfego rodo-ferroviário no porto de Santos. Atualmente, 25% do traçado se encontram em obras. A previsão é estar com os trechos da Rua Xavier da Silveira (1,2 Km) e do contorno de Outeirinhos (1,1 Km) concluídos em março de 2008. Para atender os trabalhadores que utilizam bicicletas como meio de transporte, estão previstas a construção de ciclovia e 3 bicicletários, em uma extensão de 4 Km.

Outra meta nesse período foi antecipar em cerca de seis meses o início da construção da Avenida Perimetral da Margem Esquerda. Para isso a diretoria acelerou a elaboração do termo de referência para contratação do projeto executivo da obra. A expectativa é publicar o aviso de licitação até o final de janeiro próximo.

A dragagem é outra prioridade da atual gestão. Nos últimos 100 dias foram dragados cerca de 400 mil m³ de sedimentos nos trechos do Canal da Barra e na Bacia da Alemoa, objetivando a manutenção das profundidades de projeto. Em 2007 esse volume ultrapassou 1,2 milhão de m³, dos quais 813,8 mil m³ foram retirados do canal de navegação e 383,6 mil m³ dos berços de atracação.

Já com relação ao aprofundamento do Estuário, o termo de referência da dragagem está em fase de conclusão, objetivando concretizar os prazos definidos pelo ministro Pedro Brito. A Fundação Ricardo Franco concluiu em maio de 2007 a caracterização geológica-geotécnica do canal de acesso, bacias de evolução e berços de atracação, bem como a elaboração do novo traçado geométrico do canal.

Para elaborar o projeto executivo de derrocagem das pedras de Teffé e Itapema, a ser entregue na primeira quinzena de janeiro de 2008, a Codesp contratou empresa especializada. O projeto, iniciado em 30 de novembro último, define a metodologia de desmonte das pedras e estimativa de custo, fornecendo informações para o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório (RIMA). O EIA-RIMA também está em fase de conclusão e deverá ser encaminhado ao IBAMA na primeira quinzena de fevereiro de 2008.

Por outro lado, o Governo Federal estará destinando recursos da ordem de R$ 1 bilhão para a dragagem dos portos brasileiros e o aprofundamento do porto de Santos é sua prioridade. O investimento permitirá ampliar a profundidade de 12 para 15 metros e a largura do canal de navegação de 150 para 220 metros, possibilitando a navegação com cruzamento de embarcações e dando ao porto condições de receber navios de até 9 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés). Esse empreendimento envolverá recursos da ordem de R$ 207 milhões e viabilizará Santos como porto concentrador de cargas.

No ano de 2008 a Codesp concentrará recursos na finalização das obras da Avenida Perimetral da Margem Direita, bem como no início da Avenida Perimetral da Margem Esquerda e no aprofundamento do canal de navegação do porto.

O diretor-presidente da Codesp, José Di Bella, afirma que, para Santos manter sua competitividade deve desenvolver uma estratégia que diferencie seus serviços dos prestados pelos demais portos e que respondam às expectativas de seus clientes.

Destaca a necessidade de estabelecer condições que assegurem a competitividade do porto de Santos, evitando, em primeiro lugar, os congestionamentos no tráfego viário, garantindo, também, a acessibilidade ferroviária ao porto. "Assim, acredito que devemos trabalhar unidos, tanto a Autoridade Portuária, instituições da Baixada Santista, bem como a comunidade logística portuária, para viabilizar as ações necessárias que permitam enfrentar as pendências que podem afetar a capacidade competitiva do porto de Santos", comenta.

O presidente lembrou o esforço dessas instituições, da comunidade logística portuária, inclusive da Imprensa, que, neste ano, culminou em resultados importantes para o porto, com a promoção, inclusive, de experiências internacionais, que se mostraram enriquecedoras para a comunidade portuária santista. "Esperamos que esse processo continue, a fim de garantirmos que Santos reforce, ainda mais, sua posição no cenário portuário internacional e seu papel estratégico na competitividade da economia do nosso país."

Di Bella destaca que essas iniciativas já mostram seus frutos. O interesse em se instalar em Santos, demonstrado por investidores nacionais e internacionais é um deles. Esse interesse vem determinando a aceleração dos investimentos públicos e a necessidade de uma planificação da expansão do porto. Nessa linha, o Governo Federal, através da SEP, assinou Carta-convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) visando cooperação técnica para elaboração do Plano de Desenvolvimento e Expansão do Porto de Santos, considerando a demanda atual e projetada.

Privados

O setor privado investiu um total de R$ 297 milhões no porto de Santos em 2007, em novas instalações, melhorias e equipamentos. Os investimentos mais expressivos foram feitos pelos terminais da Santos Brasil, Libra Terminais, Adonai, Tecondi, Rodrimar, TGG/Termag, Cosan, Teaçu e Terminal para Passageiros (Concais).

Em 2008 estima-se a aplicação de recursos da ordem de R$ 250 milhões pelos terminais da Granel Química, Petrobrás, Tecondi, Terminal Intermodal de Santos (TIS), Brasil Terminal Portuário, Itamarati, Multicargo, NST, Tecon 3 e Embraport.

Outras Ações

Dentro de um planejamento estratégico, várias outras ações foram deflagradas em 2007 visando dotar o porto de infra-estrutura adequada para sua futura expansão, proporcionando-lhe, inclusive, autonomia em setores vitais, como energia, água, saneamento, etc. Destacam-se:

  • Assinatura do convênio de cooperação mútua para obtenção do licenciamento de áreas de deposição oceânica de sedimentos oriundos da operação de dragagem, no dia 19 de novembro último, com a Cosipa, Ultrafértil e Embraport, que será uma ferramenta importante para o aprofundamento do porto;

  • Entrada em operação do novo sistema de distribuição de água potável e tratamento de efluentes domésticos do porto de Santos. A infra-estrutura foi modernizada, passando a operar desde a região do Saboó até a Ponta da Praia, incluindo a construção de instalações para tratamento de efluentes domésticos, na margem direita do porto. Os novos sistemas deram autonomia em saneamento à margem direita do porto, assim como já o é em energia, através da Usina de Itatinga. O projeto vinha sendo desenvolvido pela empresa Water Port Engenharia e Saneamento desde o final de 2002;

  • Elaboração de Plano Estratégico, em conjunto com a CPFL (concessionária regional de energia elétrica), visando ampliar a infra-estrutura de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica no porto para atendimento a futuras demandas. Para 2008 estão previstas diversas ações nesse setor, destacando-se a eliminação de linhas aéreas na área urbana, a criação de circuitos submarinos para futura eliminação das torres de 90 metros, melhoria da rede de distribuição (cabos e transformadores), entre outros.

  • Ações estruturantes para viabilização de novo acesso viário ao porto de Santos, visando preparar, a médio e longo prazos, o desenvolvimento dos terminais instalados na Margem Direita, planejando seu crescimento a fim de evitar a formação de gargalos na sua logística;

 

A Codesp atuou em outras questões que também merecem destaque pelos resultados que trazem para as comunidades portuária e lindeiras às instalações do porto. São elas:

  • Remodelação do piso do Corredor de Exportação (terminal para o complexo soja), visando propiciar melhor condição de limpeza (varrição), evitando a proliferação de odores e roedores, contribuindo para a qualidade de vida dos moradores estabelecidos em seu entorno;

  • Incremento na fiscalização das linhas férreas, com melhoria das passagens de níveis de Outeirinhos, cais do Saboó e Macuco;

  • Intermediação e estabelecimento de novas regras (em formulação) para atracação no cais do Saboó, reforçando o papel regulador da Autoridade Portuária;

  • Autorização para implantação do novo terminal da Itamarati no Paquetá, cujas obras devem ser iniciadas em 2008;

  • Remodelação das instalações do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), nos meses de novembro e dezembro último.

 

Os comitês também foram ferramentas importantes para se atingir objetivos importantes em 2007. A criação de pátios e estacionamentos rotativos, exclusivos para ônibus e automóveis, foi uma das ações geradas pelo Comitê dos Cruzeiros Marítimos, que tem como objetivo planejar a temporada de cruzeiros marítimos no porto de Santos. O Comitê de Logística tem sido igualmente produtivo. A construção do viaduto em Cubatão, recentemente divulgada pelo Governo do Estado de São Paulo, foi uma de suas bandeiras, bem como gestões junto à Inspetoria da Alfândega, visando agilizar procedimentos no porto e exposições de temas de interesse comum da comunidade portuária, a exemplo dos reflexos a ser produzidos pela prospecção de gás na Bacia de Santos, pela Petrobrás.

Ressaltamos os procedimentos adotados visando proporcionar segurança nas operações portuária, que culminaram no estabelecimento de regras para sinalização de segurança nos locais de operação e nas áreas arrendadas, com instalação de placas e faixas com mensagens e informações para esclarecer e conscientizar os trabalhadores sobre a necessidade de medidas de segurança e prevenção de acidentes. Incluíram, ainda, treinamento de, aproximadamente, 200 Fiscais da Codesp e representantes de Operadores Portuários, realizado no período de 5 a 7 de dezembro, no Centro de Treinamento da Empresa, para procedimentos padrão na fiscalização e operação de contêineres, sacaria de açúcar e granel sólido.

Os Trabalhadores Portuários Avulsos (TPA), em um total de 7 mil, também receberão treinamento pelo Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo), em um período de quatro meses. Eles passarão por cursos para implantação de procedimentos operacionais na movimentação dos mesmos produtos.

A iniciativa foi resultado da mobilização entre a SEP, Codesp, Ogmo e Operadores Portuários.

A fiscalização das operações dos navios também foi aperfeiçoada, com alterações na logística operacional que possibilitam maior produtividade, regularidade, segurança e preservação do meio ambiente. Para aprimorar essa atividade a Codesp está preparando termos de referência para contratação de três projetos executivos que contemplam um novo sistema de fiscalização das operações por meio de coletores de dados; implantação do Centro de Controle Operacional e de Logística (Cecol); e novo Sistema de Circuito Fechado de TV para monitoramento e controle do trânsito externo. A meta da Codesp é implantar os três projetos em 2008.

Os coletores de dados são equipamentos portáteis (tipo Palm Top) a serem portados pelas equipes de fiscalização, coletando e enviando, on line, informações de ocorrências verificadas durante a operação. Estes dados serão transferidos para o Cecol, previsto para ser implantado no prédio do Tráfego, recebendo, além dos dados operacionais, imagens de câmeras ao longo do sistema rodo-ferroviário do porto, inclusive, com interfaces de monitoramento nos acessos das áreas arrendadas.

Ações Comerciais

A Codesp já definiu o perfil de atuação comercial para o próximo ano, estabelecendo uma proposta que se integra a das demais áreas da empresa, complementando-se e caminhando juntas com o propósito de configurar uma empresa administrativamente bem definida e com grande eficiência em seus resultados.

Trata-se de uma autêntica agenda de ações para 2008, destinada a tornar o Porto e sua administração altamente produtivos e competitivos. Os destaques nessa agenda são:

Gestão Estratégica: a empresa já tem o termo de referência pronto para contratação de empresa de consultoria especializada que irá promover estudos, detalhando o papel da Codesp como Autoridade Portuária, desempenhando plena e satisfatoriamente as atribuições previstas na Lei 8.630 e, como administradora, delegando competências e estabelecendo uma nova estrutura organizacional.

Sistema de Indicadores de Gestão: o objetivo é concluir no exercício de 2008 o sistema que permitirá identificar com clareza as metas e respectivas ações para atingi-las, através de um modelo que possibilite elencar e priorizar os objetivos na execução das propostas estabelecidas pela diretoria executiva da empresa.

Estudo de Expansão do Porto de Santos: fruto de convênio firmado entre a SEP e o BID, tem como objetivo principal propor e analisar alternativas para a expansão da capacidade do complexo portuário de Santos, considerando a demanda atual e projetada. A Codesp já tem o Termo de Referência pronto para que o BID contrate consultoria especializada.

O estudo definirá com precisão a demanda atual do Porto, por tipo de carga, assim como projeção do crescimento a médio e longo prazo. Os serviços compreendem, ainda, a avaliação de planos alternativos de expansão para estabelecimento de cronograma de implantação.

Estudos para Ações de Incentivo ao Transbordo, Cabotagem e Porto Concentrador: a Codesp submeteu ao Conselho de Autoridade Portuária (CAP) a proposta, aprovada na última reunião do ano pelo Conselho, para prorrogar por mais seis meses o desconto de 50% nas operações de transbordo e de cabotagem. A iniciativa tem aprovação do setor marítimo e integra as ações da empresa para transformar o complexo santista em um porto concentrador de cargas.

Estudo de Mercado: cargas conteinerizadas/retroporto – durante 2008, a Codesp estará elaborando levantamento de mercado de cargas conteinerizadas procedentes e com destino a terminais retroportuários. A finalidade do estudo será identificar e dimensionar fluxos e quantidades desse tráfego de grande demanda nas operações e que ainda não tiveram seu perfil detalhado. Os resultados do levantamento permitirão avaliar melhor o desempenho nesse setor e, se necessário, estimular a otimização nesse segmento.

Em 2007, a Codesp aprovou o projeto conceitual da Brasil Terminal Portuário (BTP), empresa que assumiu o contrato de área de 530 mil metros quadrados no Saboó para implantação de um terminal de contêineres. Trata-se de projeto que prevê a remediação ambiental da área utilizada por décadas como depósito de lixo proveniente do porto. Somente nessa recuperação, a BTP estima investir cerca de R$ 300 milhões.

O investimento global chega a R$ 620 milhões para instalação de terminal marítimo com 1,6 mil metros de cais para 8 berços de atracação, capacidade estática de 36 mil TEU, devendo chegar, no início das operações, a 1,5 milhão TEU e, em 3 anos, a 2,5 milhões TEU. A BTP encaminhará o projeto básico para aprovação da Codesp e providenciará os licenciamentos ambientais para iniciar a construção do terminal com cronograma de obras de 45 meses.

Ainda para atender a perspectiva de incremento na movimentação de contêineres pelo porto de Santos nos próximos anos, a Codesp promoveu em 2007 os estudos para utilização de áreas na margem esquerda, atualmente utilizadas por ocupações habitacionais. O estudo apontou a caracterização dos assentamentos, estimando custos de relocação, considerando novas construções, remoção e indenização para viabilizar a implantação de terminais de contêineres nos locais.

Trata-se dos trechos conhecidos como Prainha e Conceiçãozinha, em Vicente de Carvalho. Na área de Prainha, com total de 200 mil m2, está prevista a construção de terminal com cais de 550 metros, para 2 berços de atracação e movimentação de 430 mil contêineres ao ano. Em Conceiçãozinha, numa área de 341 mil m2, será instalado outro terminal, com cais em dársenas, com 660 metros de extensão, para 2 berços de atracação e capacidade de movimentação de 400 mil contêineres ao ano.

O crescente avanço do Porto tem atraído também o interesse de outras nações em função de seu potencial e de seu desenvolvimento. Em outubro último, a Codesp assinou Protocolo de Acordo de Cooperação Internacional com o Porto de Cotonou, no Benin. O documento tem por meta a criação de comitê de Tráfego Interportuário para consolidar a cooperação entre os dois complexos, o desenvolvimento de assistência mútua nas áreas de planejamento, gestão e exploração portuárias, ações no campo ambiental e a consolidação das relações entre operadores das duas comunidades.

A importância do modelo brasileiro onde o governo responde pela infra-estrutura com a iniciativa privada investindo em equipamentos, instalações e operação, tem servido de exemplo, pois permitiu a Santos, em uma década, dobrar sua capacidade.

No aspecto comercial, o potencial crescimento das exportações brasileiras como etanol e biodiesel é mais uma forma de ampliar as relações entre os portos e o desenvolvimento da economia brasileira. Acordos como esse transcendem o aspecto operacional e de intercâmbio de informações e experiências porque unem e reforçam a economia entre os países. Para 2008, a Codesp espera firmar cooperação como os portos de Nápoles e Miami.

O ano de 2007 também registrou grande incremento quanto à demanda de informações, visitas, feiras e exposições, ações que consolidam a imagem do Porto como fundamental equipamento de apoio à economia brasileira.

A Codesp atendeu a 8 delegações governamentais, 35 comitivas internacionais, 13 missões empresariais, 98 instituições de ensino superior, com quase 5.000 alunos, além da participação em 11 eventos como feiras e exposições, totalizando, aproximadamente, 250 mil visitas ao estande da empresa.

O Complexo Cultural do Porto de Santos também se destacou, registrando a passagem de 3.377 visitantes no Museu do Porto, 2.130 nas exposições da Pinacoteca Gaffreé e Guinle e 600 em consulta na Biblioteca.

Responsabilidade Social

Como ação de interesse público, a Codesp cedeu este ano mais dois imóveis para a Prefeitura Municipal de Santos instalar um novo núcleo do programa Escola Total. Com essa iniciativa, a empresa intensifica seu papel de agente de apoio a ações sociais e públicas.

Além dos imóveis para o Escola Total, a empresa tem áreas cedidas a diversas iniciativas de interesse público. À Prefeitura Municipal de Santos, além dos imóveis para o Escola Total, também fez cessões para Posto Ambulatorial e construção da Escola Docas. Ao governo do Estado cede áreas para a Polícia Militar (Cavalaria, Canil e Corpo de Bombeiros), Dersa e Oficina de Artes da Secretaria de Estado da Cultura . Recentemente foi também cedida área para a Universidade Federal de São Paulo.

A empresa tem ainda áreas destinadas para ações como assistência ao menor, além de sediar iniciativas do governo federal como as instalações do Porto da Juventude, para qualificações de jovens dentro do Programa Nacional do Primeiro Emprego.Em 2007, o Consórcio Porto da Juventude, patrocinado pela Codesp, capacitou 563 jovens entre 16 e 24 anos para o mercado de trabalho. São jovens da região, procedentes de situações de risco social. Com participação efetiva nesse programa, a empresa contratou 55 jovens formados nesse programa.

ISPS Code

O Porto de Santos chega ao final do ano com as instalações previstas pelo ISPS Code adequadas para receber a visita de inspeção para emissão da Declaração de Cumprimento pelas comissões nacional e estadual de Segurança Pública dos Portos, Terminais e Vias Navegáveis.

Para concluir a primeira fase de implantação do ISPS Code, a Codesp edificou 28 gates, dotados com 56 cancelas, 66 torniquetes (portas giratórias), 66 hand keys (leitores da estrutura da mão para identificação eletrônica), 16 catracas e instalou 189 câmeras fixas e 29 móveis, todo esse equipamento conectado através de uma rede de 13 quilômetros de cabos óticos e duas unidades wireless (conexão sem fios) ao Centro de controle e de Comunicação – CCCOM, uma central com capacidade de 2,9 Terabytes, equipadas com 22 servidores, 20 monitores de vídeo e um contingente de 20 guardas portuários acompanhando, 24 horas e on line, os dados de controle visual e de informação que chegam ao Centro.

Para 2008, a empresa dará início à instalação do segundo estágio previsto no Plano de Segurança para o cumprimento total do ISPS. Nessa segunda etapa, além de melhorias, readequações e ampliações dos sistemas já instalados, destaca-se o projeto de dotar o porto de Santos de um avançado monitoramento de navios através de VTMS – Vessel Trafic Management System e AIS – Automatic Identification System, sistemas de identificação e posicionamento de embarcações num raio que compreende toda área de cais e fundeio do Porto.

Meio Ambiente

A Companhia desenvolveu diversas ações na área ambiental, marcadas pelo compromisso assumido com órgãos de controle, como o monitoramento sistemático do impacto das atividades de dragagem e a conclusão dos trabalhos para elaboração da Agenda Ambiental do Porto de Santos. Em 2008, a empresa promoverá estudos visando tentar suspender a limitação para retirada de sedimentos no trecho da barra e o licenciamento para novas áreas de descarte.

O porto de Santos planeja implantar em 2008 medidas para reduzir o impacto de suas operações no aquecimento global, seguindo o exemplo de complexos portuários como Roterdan, Singapura e Los Angeles/Long Beach. Esta proposição foi feita pela Codesp durante participação na conferência preparatória sobre clima do C40 (Grupo de Liderança das 40 maiores cidades do mundo para efeitos sobre o clima). A Codesp foi a única Autoridade Portuária da América Latina convidada para o evento.

Além disso, intensificou os serviços de atendimento a emergências com o Plano de Prevenção de Riscos Ambientais e o Plano de Auxílio Mútuo e participou do grupo de implantação do APELL – Alerta e Preparação das Comunidades para Emergências Locais na Área da Alemoa, juntamente com a Defesa Civil, Prefeitura, empresas da região e comunidade.

A Codesp cumpriu em 2007 e dará continuidade em 2008 ao cronograma de controle de segurança do trabalho das empresas arrendatárias quanto às obras realizadas em suas áreas, através de verificação dos planos de segurança, bem como o acompanhamento mensal da geração de resíduos sólidos.

A empresa atuou no controle da dengue no Porto, através de Campanha de Prevenção e Combate à Dengue e assinou Termo de Convênio com a Universidade Federal de São Paulo – Unifesp para desenvolver diagnóstico e plano de trabalho para controle de ratos e pombos na área do Porto. Realizou, também, seminários no Centro de Treinamento, com participação da Unifesp, Anvisa, Ogmo, Capitania dos Portos, Prefeituras de Santos e Guarujá, Hospital Guilherme Álvaro, Operadores Portuários e Arrendatários de áreas no porto para elaboração do Plano de Contingência da Influenza Aviária do Porto de Santos.

A diretoria lançou, ainda, o projeto de melhora das condições sanitárias do porto de Santos e do visual de suas instalações, visando propiciar um ambiente de trabalho seguro e mais agradável, inclusive para os turistas que transitam por suas instalações na temporada de transatlânticos.

 

Recursos Humanos

Na área administrativa, a implantação do Plano de Cargos e Salários (PCS) foi um dos destaques, com a adesão espontânea de 72% dos colaboradores.

Autorizado pelo Governo Federal, o Plano permite, entre outros itens, a possibilidade do colaborador ascender em sua carreira, atingindo maior nível salarial. Para o próximo ano, está prevista uma revisão a fim de melhorar, ainda mais, as condições oferecidas pelo PCS.

Em 2008, a empresa atuará junto ao governo para ampliar as vantagens do PCS e conseguir a extensão da complementação da aposentadoria para todos os empregados aposentados pela Companhia. Outra meta é a realização de concurso público, previsto para o preenchimento de postos com pessoal próprio. A empresa está produzindo levantamento sobre dimensionamento de pessoal e cargos a serem preenchidos. Atualmente, a Companhia conta com 1.351 funcionários e, pelo determinado através de Portaria, o quadro não pode exceder a 1.675 empregados.

Com relação a treinamento e capacitação profissional, o Programa Porto Integral, parceria entre a Autoridade Portuária e instituições de ensino, teve realização de cursos para duas turmas em Gestão de Portos, com 63 alunos, sendo 11 participantes da Codesp com bolsa integral. Também foi iniciada a segunda turma de pós graduação MBA em Gestão Ambiental Portuária, com 23 alunos, sendo 5 da empresa também com bolsas integrais. Para o próximo exercício, programa-se a 3ª. Turma dos cursos de pós-graduação MBA em Gestão de Portos e em Gestão Portuária.

A Codesp atingiu um contingente de 1.100 empregados que participaram de diversos treinamentos, destacando cursos de inglês e espanhol, palestras e capacitação com temas ligados à preservação ambiental, comércio exterior, práticas jurídicas e contábeis.

A Codesp pretende, ainda, definir em janeiro um local para implantação do Centro de Treinamento Portuário, que contará com simuladores e toda infra-estrutura necessária para treinamento do trabalhador portuário. O Centro de Excelência Portuária (Cenep) é uma iniciativa envolvendo a administração municipal, a Codesp e o Ogmo.

Assessoria de Comunicação Social

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Jornalista responsável - Célia Regina de Souza

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